Oh Deus, estranho em casa
Tudo em ti partia antes de chegar
Vidro espalhado no peito
Cada palavra tua corta mais, entendo
Sorriso ensaiado, vazio bem treinado
Vendias futuro com mãos vazias
Levaste o centro do meu mundo por egoísmo
E deixaste apenas comigo o ruído
Sou eu que caí, não fui escolhida
Promessas mortas jogadas secas na mesa fria
Amar-te foi perder-me, nada inteiro
Amar-te foi perder-me, sem sossego
Sempre acima de tudo, nunca ao meu lado
O teu reflexo vem primeiro
E depois disso, quem sobra?
Falaste em mudança, em caminhos direitos
Mas traías até quando pedias perdão
Vão escrever o teu nome na arte de fazer alguém invisível
Não dói só a mentira, afiada a sua língua
Dói não ter lugar, perdeste-me de vista
Divides o corpo, escondes a verdade
E chamas isso, chamas de amar
(Não és mito, nem queda trágica com um fim)
(Apenas alguém que nunca ficou por muito tempo)
Não peças tempo, vais fugir por aí
Ausência é o teu idioma oficial
Amor e cuidado
Nunca fizeram parte da sua rotina
Coleccionas finais sem despedida
Se preciso de ti, não estás
Sou eu que caí, não fui escolhida
Promessas mortas jogadas secas na mesa fria
Amar-te foi perder-me, nada inteiro
Amar-te foi perder-me, sem sossego
0 Comentários